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Mostrando postagens de dezembro, 2014

Foice de ódio

Alma doente chora esta noite Frio congela as gotas em minha face Duradoura dor, aqui permanece. Palavras perfuram meu coração, Pensamentos, não estão seguros A chuva chicoteia a janela, De pavor tremem as árvores Gotas de chuvas, de lágrimas, Mostram-me minha realidade Consciência demonstra o sofrimento. As telhas gemem de frio, O calor aqui dentro foi embora, Saudade transtorna o coração Batimento diminui respiração falha, Veneno percorre as veias fazendo efeito Morte bate a porta e exige passagem. O relógio para, o momento congela, A angústia arranha a carne, Seu ódio prega-me no tempo, Nos instantes mais dolorosos da vida. As lembranças vêm com todas as forças, Dando-me motivo de sobreviver, Seu rosto aparece em meus olhos. Tudo que segurava me em vida aniquilou-se... Foice do destino tira tudo, Tudo que restou de mim. Parto agora, deixando apenas uma vida que destruí.                        ...

Lutas da vida

Chorais ó pai Pelo filho que perdeste Cantais ó gloria de algo que se vendeu Com tudo que lutaste Não merece nada mais. Das espadas que fincam na carne Ão de dizer que está certo Da luta que travaste Nada mais se tira Muitos morreram por algo Que não compreenderam Mas ai da mãe Derramar lágrimas Pelo filho amado Mas ai da terra Que nada faz Além de acolher T eus frutos nela.

Amanhecer

As cores quentes invadem o céu O calor aquece o ambiente Os cantos dos pássaros despertam-me As estrelas e a lua se escondem Os faixo de luz iluminam o caminho Os olhos se abrem lentamente O cheiro matutino vagueia pela casa O chão encontra-se frio e sereno Um bocejo escapa tranquilamente Os braços espreguiçam o cansaço Os barulhos da cidade passam pela fresta na janela Em uma manha como as outras Não há tempo vago na vida Acorda-se para mais um dia

No nada me tornei TUDO

Esqueci da liberdade, para não lembrar da dor Esqueci da voz, para não ser reprimida Esqueci dos olhos, para não ver o sofrimento Esqueci de pensar, para não ser julgada De tanto esquecer de tudo Contemplei o nada, não, não Era só o nada, pois esqueci de contemplar O nada ocupa o vazio, e lá Me escondi e fiz-me esquecer De como cheguei ali, para nunca mais sair No nada, não há cores, odores, muito menos flores Sem pavores, dores ou horrores Lá percebi que sem ter tudo, fui compreendida Pois no meio de tudo era apenas complemento E no nada, sou apenas tudo o que habita Sem pudores, resolvi voltar Para poder lembrar a todos De que somos tudo e nada Porém só no nada somos nós E no tudo somos partes Então fazemos de nós, tudo Que não há no nada Para que podermos no Tudo Não sermos apenas nada.     

Expectativa

O relógio tortura-me lentamente Os segundos martirizam meu coração Meus pés, inquietos, agitam-se no taco Olho-me no espelho, repetidamente Mordo os lábios, angustiada Ando pela casa procurando o esquecido Passo a passo penitencio meus pensamentos Arrumo os fios desalinhados do cabelo Espero o som da campainha Nervosa, entro em desespero Rôo minhas unhas aflitas No sofá, reflito o porquê de tudo isso Inesperadamente batem á porta Abro-a com ânsia, meus olhos lucilam -Achei que você não viria