Palavras de Sangue
Algema arranha a pele dos pulsos Saudade da antiga Ousadia De correr livremente dentre as ideias As ondas e retas, e seus valores As mãos presas no papel Glorificando apenas o belo Corcel Ao longe vejo os vales e rios E eu trancafiado nesse mesmo espaço Com a fé, mudo a virgula e Tento representar sua sina Porém meu desejo falho Vai pelo ralo junto com sangue Tirado pela força da verdade Além da impunidade do Rei O povo vai e vem Procurando além Para mudar toda a Lei Em busca da ordem Trazem a morte E num futuro presente Guardo na mente A doce liberdade Que um dia escreverei